A cúpula do PT decidiu procurar o ex-prefeito de
Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) para tentar viabilizar um palanque para o
presidente Lula em Minas Gerais. O movimento surge após a rejeição do nome de
Jorge Messias ao STF pelo Senado e em meio a suspeitas de que o senador Rodrigo
Pacheco (PSD-MG) tenha participado da articulação contra a indicação. Pacheco,
que era o nome preferido de Lula para o governo de Minas, tem dado sinais de
que não pretende disputar o cargo.
O assunto foi debatido em um jantar de arrecadação
do PT em Brasília na noite de segunda-feira (4). O presidente do partido,
Edinho Silva, deve procurar Pacheco nesta terça (5) para entender sua real
disposição. Caso o senador confirme que não será candidato, Kalil passa a ser a
principal alternativa. Minas Gerais, com mais de 16 milhões de eleitores, é
considerada decisiva para a eleição presidencial — o candidato que venceu no
estado nunca perdeu a corrida ao Planalto desde 1998.
Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL)
também tenta fechar seu palanque mineiro e pressiona o senador Cleitinho
Azevedo (Republicanos) a definir até o fim de maio se aceita disputar o governo
pelo campo da direita. Nas pesquisas mais recentes, Lula e Flávio Bolsonaro
aparecem tecnicamente empatados na disputa presidencial.

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