Análise da gestora MAG aponta que a Selic em 14,5%
já produz efeitos concretos sobre o investimento produtivo, com empresas
adiando projetos e priorizando aplicações financeiras. O custo do capital
elevado comprime margens e desestimula a ampliação de capacidade.
O relatório destaca que o cenário pré-eleitoral
adiciona uma camada de incerteza. Os pacotes de estímulo do governo, estimados
em R$ 190 bilhões, podem aliviar a atividade no curto prazo, mas elevam o risco
fiscal percebido pelos investidores.
A gestora projeta que o conflito entre política
monetária restritiva e política fiscal expansionista será o principal fator de
volatilidade nos mercados brasileiros até o fim de 2026. A trajetória da dívida
pública será o termômetro dessa tensão.

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