Mossoró vive uma escalada da violência em 2026,
marcada por tiroteios, execuções, sequestros e ações de facções criminosas em
bairros periféricos. A disputa por território tem afetado a rotina da população
e ampliado a sensação de insegurança.
Até o fim de abril, a cidade registrou 48
homicídios, um aumento de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2025,
quando foram contabilizadas 30 mortes. Diante do cenário, o governo estadual
reforçou a investigação com o envio de dez policiais para atuar exclusivamente
em casos de homicídio na região.
Os crimes têm alto grau de violência, com sequestros
e execuções transmitidas por criminosos. Um dos casos foi o dos irmãos Antony
Michell, de 19 anos, e Andrei Mizael, de 16, sequestrados dentro de casa e
mortos dias depois. Outro episódio envolveu Randerson Jardel, retirado à força
de um terreiro e executado, com imagens divulgadas em redes sociais.
Segundo o promotor de Justiça Ítalo Moreira, a
violência está ligada à disputa entre facções como o Sindicato do RN e o PCC,
além de grupos menores e a atuação crescente de organizações como a GDE. Ele
afirma que alianças entre grupos e a reposição constante de criminosos
dificultam o controle da situação.
O promotor destaca que o combate ao crime exige
ações integradas, investimento em investigação, tecnologia, valorização
policial e punição eficaz, além de mudanças na legislação.
Nas ruas, moradores convivem com medo constante. A
projeção é que o primeiro semestre termine com cerca de 70 assassinatos,
consolidando 2026 como um dos anos mais violentos da história recente da
cidade.
Com
informações de Ismael Sousa/Tribuna do Norte

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