A Força Integrada de Combate ao Crime
Organizado (Ficco) tem se consolidado como uma das principais estruturas de
enfrentamento ao crime organizado no Brasil, atuando em operações contra
integrantes do PCC e do Comando Vermelho em diferentes regiões do país. A
força-tarefa reúne agentes de diversas instituições para combater organizações
criminosas que operam em escala nacional e internacional.
Nos últimos meses, a atuação da Ficco tornou-se cada
vez mais frequente em investigações relacionadas ao tráfico internacional de
drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas, facções criminosas e
estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.
Integração entre forças de segurança
A força-tarefa é composta por policiais federais,
civis, militares e penais, além de setores de inteligência e representantes das
secretarias estaduais de segurança pública.
O modelo foi fortalecido diante da expansão das
facções brasileiras para além dos presídios e dos territórios dominados pelo
tráfico. Atualmente, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e
o Comando Vermelho (CV) atuam em rotas internacionais de
cocaína, disputam áreas estratégicas em regiões de fronteira e utilizam
empresas, operadores financeiros e mecanismos de lavagem de dinheiro para
movimentar recursos em diferentes estados.
Segundo a avaliação das autoridades, nenhuma
instituição possui capacidade de enfrentar sozinha organizações criminosas com
esse nível de estrutura e alcance, o que levou à criação de centros permanentes
de integração entre as forças policiais.
Operações alcançam diferentes estados
A atuação coordenada da Ficco ficou evidenciada em
março deste ano, quando uma megaoperação nacional mobilizou forças de segurança
em 15 estados brasileiros.
A ação teve como alvo integrantes do PCC e do
Comando Vermelho envolvidos em atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico
de armas, lavagem de dinheiro e disputas territoriais entre facções.
Ao todo, foram cumpridos mais de 100
mandados de prisão e 181 mandados de busca e apreensão, em
uma operação integrada entre diversos órgãos de segurança pública.
Estratégia mira estruturas do crime
organizado
Além das prisões, as ações da Ficco buscam atingir a
estrutura financeira e logística das organizações criminosas, incluindo
operadores responsáveis pela movimentação de recursos ilícitos e redes
utilizadas para sustentar as atividades das facções.
Com a ampliação da presença do PCC e do Comando
Vermelho em diferentes estados e em rotas internacionais, a integração entre
forças de segurança passou a ser considerada uma das principais estratégias
para enfraquecer a atuação dessas organizações criminosas no país.

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