O chef e empresário gaúcho Marcos Livi afirmou
que o teste da escala 5×2 em restaurantes e um hotel do Grupo Bah trouxe
resultados negativos e acabou sendo abandonado.
Segundo Livi, a experiência ocorreu no primeiro
trimestre deste ano em cinco restaurantes e no hotel Parador Hampel. Hoje, o
grupo administra oito negócios e emprega mais de 150 pessoas.
De acordo com o empresário, a principal dificuldade
foi manter a jornada semanal de 44 horas dentro do modelo 5×2, o que aumentou o
tempo diário de trabalho.
“É óbvio que buscamos construir um convívio melhor
para todos. Mas, com o momento atual brasileiro, com perda de poder econômico
das pessoas e endividamento, isso gerou um efeito negativo, por isso recuei”,
conta ele.
Livi afirmou que a mudança afetou principalmente
funcionários com filhos ou rotina de estudos.
Ele também relatou:
- queda
na produtividade;
- redução
das gorjetas;
- aumento
da necessidade de contratações para cobrir folgas.
Os estabelecimentos que participaram do teste
foram Brique; Quintana Bar; Veríssimo
Bar; Vistta; Cozinha Ana Terra; e Hotel Parador Hampel. Cada
unidade conta com cerca de 25 funcionários.
Retorno ao modelo tradicional
O empresário disse que decidiu testar o sistema
antes de uma eventual mudança na legislação trabalhista.
Ele defende que o empresariado tenha a “liberdade de
escolha” e chama a medida endossada pelo governo Lula de “eleitoreira”.
“Tomamos a estratégia de voltar ao modelo tradicional, o que deixou a equipe
aliviada”, diz Livi.
Debate sobre a escala 6×1
O tema ganhou força no Congresso Nacional com
discussões sobre o fim da escala 6×1 e possíveis mudanças na jornada de
trabalho.
Enquanto algumas empresas relatam vantagens no
modelo 5×2 — como maior atração de candidatos e redução da rotatividade —,
empresários também apontam desafios operacionais e aumento de custos.
Com informações de Folha de S. Paulo

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