A desigualdade de renda no Brasil voltou a subir em
2025, depois de recuar no ano anterior. A razão entre os rendimentos dos 10%
mais ricos e dos 40% mais pobres chegou a 13,8 vezes, acima das 13,2 vezes
registradas em 2024. Os dados são da Pnad Contínua: Rendimento de Todas as
Fontes, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados
nesta 6ª feira (8.mai.2026).
Apesar do aumento da distância entre ricos e pobres,
o indicador segue abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de covid-19,
quando a desigualdade atingia patamares mais elevados. O movimento indica uma
reversão parcial da melhora distributiva observada nos últimos anos.
O rendimento domiciliar per capita dos 40% da
população com menores rendimentos atingiu R$ 663 em 2025, o maior valor da
série histórica da Pnad Contínua. O resultado representa alta de 4,7% em
relação a 2024 e avanço de 37,6% na comparação com 2019.
Apesar do crescimento acumulado no período, o ritmo
de expansão desacelerou em 2025. Depois de altas de 12,9% em 2023 e de 9,5% em
2024, o avanço ficou abaixo da média nacional do rendimento domiciliar per
capita, que cresceu 6,9%.
O aumento da desigualdade ocorre em um contexto de
avanço da renda média no país, que chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da
série histórica da Pnad Contínua. O rendimento cresceu 5,4% em relação a 2024,
já descontada a inflação.
Poder360

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