sexta-feira, 1 de maio de 2026

Banco Master é o elo oculto entre Wagner e Alcolumbre na derrota de Messias, apontam aliados do AGU

 


Por trás da queixa de Jorge Messias contra Jaques Wagner existe uma suspeita que vai além da incompetência política: a de que o líder do governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tinham um interesse em comum para derrubar a indicação. O alvo, segundo aliados de Messias ouvidos pelo Metrópoles e pelo O Globo, era evitar o fortalecimento do ministro do STF André Mendonça, relator do caso do Banco Master e principal cabo eleitoral de Messias na campanha pela aprovação.

A lógica é direta: com Messias no Supremo, Mendonça ganharia um aliado de peso na Corte. Isso desagradava tanto Alcolumbre quanto Wagner, ambos com aliados diretamente expostos nas investigações sobre o banco de Daniel Vorcaro. Como revelou a coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles, uma nora do líder do governo recebeu R$ 11 milhões do Banco Master.

O próprio Wagner já havia admitido, ainda em fevereiro, que ficou em "saia justa" com a indicação de Messias, já que Alcolumbre e a maioria dos senadores preferiam o nome de Rodrigo Pacheco. "Eu sou representante do governo no Senado, não ao contrário", disse ao portal A Tarde. Relida à luz da derrota, a frase ganha outro significado: para Messias e seus aliados, Wagner nunca comprou de fato a briga pela indicação.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha, revelou que aliados de Lula já defendem a demissão do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, apadrinhado de Wagner, como resposta ao fiasco. A pergunta que ninguém no governo consegue responder com clareza é: Jaques Wagner errou o cálculo ou acertou o plano?

 

 

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