Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (8)
pela Polícia
Civil do Rio Grande do Norte prendeu pelo menos 14 pessoas suspeitas
de crimes como arrastões em casas, extorsões para transferências via PIX e
também crimes contra motoristas por aplicativos.
No Rio Grande do Norte, as prisões aconteceram
em Natal, Parnamirim, Ceará-Mirim e Extremoz.
Os mandados também foram cumpridos em Uberlândia (MG)
e João
Pessoa (PB).
Os suspeitos - que possuem entre 20 e 42 anos - respondem
pelos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada, associação criminosa e
receptação qualificada.
De acordo com a Polícia Civil, ao todo são 23
investigados na "Operação Um5sete".
Até o início da tarde desta sexta, 14 tinham sido
presas, sendo uma delas autuada em flagrante delito pelo crime de tráfico de
drogas.
Via Costeira: ameaça e transferências
por PIX
Entre os crimes investigados, estava a atuação de
uma associação criminosa responsável por um roubo com restrição da liberdade
ocorrido na Via Costeira, em Natal.
Na ocasião, as vítimas foram abordadas por
criminosos armados que utilizaram um veículo de apoio para interceptá-las.
Segundo a polícia, as vítimas eram ameaçadas de
morte e obrigadas, mediante violência e grave ameaça, a fornecer senhas
bancárias, biometria facial e digital para realização de transferências via
PIX.
"Eles abordavam pessoas na Via Costeira,
restringiam a liberdade, levavam para locais com pouca circulação de pessoas
por um determinado momento. Obrigavam essas pessoas a fazerem movimentações
financeiras através de PIX", contou o delegado Antônio Carlos, da
Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur Natal).
"Às vezes ficavam até o amanhecer, várias
horas. E liberavam as vítimas. Às vezes também subtraíram os veículos",
completou.
Durante a ação criminosa, os investigados mantiveram
contato constante com terceiros para disponibilização de contas bancárias
utilizadas no recebimento dos valores extorquidos.
Roubo a residências
Quanto aos crimes de roubos a residências e
receptação de objetos roubados, a investigação teve início após a apuração
de diversos arrastões registrados entre os anos de 2024 e 2025.
"Desde o ano passado que houve um aumento nesse
tipo de crime, começamos a investigar e conseguimos hoje deflagrar a operação e
cumprir vários mandados de indivíduos investigados por esse crime de roubo a
residência", falou o delegado Antônio Carlos, da Defur.
A polícia identificou responsáveis pelos roubos, bem
como criminosos encarregados da receptação e comercialização dos bens roubados
pelas associações criminosas.
Entre os investigados, está um homem que oferecia
ilegalmente uma arma de fogo pertencente a um delegado da Polícia Civil do Rio
Grande do Norte, vítima de um dos arrastões investigados.
"Indivíduos que cometiam crimes de roubo,
extorsão, receptação dolosa, furto. Foi uma operação deflagrada para coibir
esses tipos de crimes, crimes violentos no nosso estado. E no âmbito da Defur,
que combate crime de roubo e furto aqui na capital potiguar, a investigação foi
voltada para crime de arrastão, roubo a residência", falou o delegado
Antônio Carlos.
Um dos investigados alvos da operação já havia
morrido anteriormente em confronto com a Polícia Militar, após fugir em um
veículo roubado durante outra ação criminosa.
Roubos contra motoristas por aplicativos
A Polícia Civil identificou também a atuação de
integrantes de associação criminosa envolvidos em roubos contra motoristas por
aplicativo em Natal.
Em um dos casos apurados, a vítima foi atraída por
meio de uma corrida solicitada em uma plataforma e, durante o trajeto, foi
rendida por três criminosos armados, que anunciaram o assalto.
O motorista teve as mãos amarradas e ficou sob
restrição de liberdade enquanto os criminosos circulavam com ele por diversos
bairros da capital.
Durante a ação criminosa, os suspeitos ainda
tentaram praticar outro roubo em um estabelecimento comercial antes de
abandonarem a vítima em um local ermo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário