Com a convocação da Seleção Brasileira já definida,
a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, já movimenta o comércio no
bairro do Alecrim, em Natal. A divulgação da lista final de jogadores colocou a
Seleção no centro das atenções e impulsionou a procura por camisas, bandeiras,
buzinas e outros artigos temáticos. Apesar disso, comerciantes relatam que o
ritmo das vendas ainda é inferior ao registrado durante a Copa de 2022.
Para Paulo Ricardo, atendente comercial em uma loja
do bairro, o mercado ainda não apresentou a mesma força da edição anterior do
torneio. A expectativa dele é de que a convocação do atacante Neymar, anunciada
na última segunda-feira (18), reacenda o interesse dos consumidores. “As
pessoas criaram uma esperança a mais com a convocação do Neymar”, afirmou. O
comerciante diz que a procura aumentou logo após a divulgação da lista dos
convocados. “Aqui na nossa loja a gente está vendendo mais acessórios, como
bandeiras e buzinas para torcer bastante na Copa”, relatou.
A expectativa entre os lojistas é que o movimento
cresça com a aproximação das primeiras partidas e, principalmente, com um bom
desempenho da Seleção Brasileira no torneio. Para Isamara dos Santos, gerente
comercial de uma loja no centro do Alecrim, o maior fluxo de clientes costuma
ocorrer poucos dias antes da estreia. “O movimento maior começa realmente perto
dos primeiros jogos. Sempre tem quem deixa para comprar de última hora”, disse.
O presidente da Associação dos Empresários do Bairro
Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, avalia que o movimento ainda está abaixo do
esperado para o período, mas acredita em uma reação quando a competição
começar. “Faltando menos de 30 dias, esperávamos maior movimentação, mas
acreditamos que vai melhorar quando os jogos começarem e o Brasil vencer o
primeiro jogo”, afirmou. Segundo ele, as lojas já começaram a organizar
vitrines com produtos voltados para a Copa junto aos artigos juninos.
Apesar da cautela, o setor mantém expectativa
positiva para o período. “Esperamos que o comércio de rua venda bem, tendo em
vista também que o comércio não vai precisar parar de funcionar ou fechar
devido a algum jogo em horário do expediente”, destacou Feitosa.
Mesmo com o clima de Copa começando a ganhar espaço
entre os consumidores, muitos lojistas optaram por uma estratégia mais conservadora
neste ano. A empreendedora Erika Paula afirmou que, na Copa de 2022, conseguiu
vender cerca de 80% do estoque durante o período dos jogos. Desta vez, no
entanto, decidiu reduzir as compras antecipadas. “Na outra Copa eu fiz estoque
antecipado. Agora, com o comércio parado, só vou fazer pedidos de acordo com o
fluxo das vendas”, explicou.
A mesma postura foi adotada pela comerciante Karla
Michelangela, que preferiu investir apenas em parte da mercadoria e aguardar a
reação do mercado antes de ampliar o estoque. “Eu comprei uma parte da
mercadoria e vou ver como vai acontecendo as vendas. Se aumentar o fluxo, faço
mais pedidos. Eu não me sinto segura para comprar muita mercadoria, até porque
nós sabemos que faz tempo que nosso Brasil não ganha”, afirmou. Para ela, a
presença de Neymar entre os convocados já começou a refletir na procura dos
clientes. “O pessoal já começou a procurar a camisa da Copa com o nome dele e o
número”, contou.
Segundo Matheus Feitosa, o comportamento dos
consumidores ainda é tímido, mas a convocação da Seleção ajudou a colocar o
tema da Copa em evidência no comércio popular da capital. “Bem tímido ainda,
mas muitos já estão pesquisando e falando sobre a convocação. O evento fez com
que o tema ficasse mais em evidência”, disse.


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