O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) enfrentou um
clima hostil nesta terça-feira (19), durante a abertura da Marcha dos
Prefeitos, em Brasília.
Escalado para representar o presidente Lula (PT)
ausente do evento por cumprir agenda em São Paulo, Alckmin subiu ao palco sob
uma mistura de aplausos e vaias que ecoaram pelo auditório e até pela
transmissão oficial da cerimônia.
O vice-presidente tentou manter o tom institucional
enquanto fazia um balanço das ações do Governo Federal para os municípios. Mas
bastaram os primeiros minutos na tribuna para o plenário expor o desconforto de
parte dos prefeitos presentes.
As manifestações negativas voltaram no encerramento
da fala, ainda que em menor intensidade, evidenciando que o ambiente estava
longe da cordialidade que o Palácio do Planalto esperava encontrar em um dos
principais encontros políticos municipalistas do país
Em um dos trechos mais políticos do discurso,
Alckmin afirmou que Lula nunca perguntou “de que partido era” qualquer prefeito
antes de liberar recursos e criticou práticas de perseguição política.
“O presidente Lula nunca perguntou para prefeito
nenhum de que partido ele era”, declarou. Em seguida, afirmou que governantes
não podem agir como “capitães do mato”, perseguindo adversários políticos ou
ameaçando prefeitos com “orfandade administrativa”.
DIÁRIO DO PODER

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