As medidas adotadas pelo governo Lula para tentar
conter a alta dos combustíveis ainda não conseguiram fazer o preço do diesel
voltar ao patamar anterior à guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã.
Segundo levantamento da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o diesel acumula cinco semanas
seguidas de queda nos postos, mas ainda está 16,7% mais caro do que antes do
início do conflito no Oriente Médio.
Antes da guerra, o litro do diesel custava em média R$
6,18 no país. Com a disparada internacional do petróleo, o valor chegou ao pico
de R$ 7,48 na primeira semana de abril. Atualmente, o preço médio caiu para R$
7,19.
A redução começou após o governo ampliar subsídios
emergenciais para tentar frear os reajustes. Nesta semana, o governo anunciou
uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro, equivalente à isenção de PIS e Cofins
referente ao mês de março.
Mesmo assim, a alta do petróleo no mercado
internacional continua pressionando os preços no Brasil. O barril do tipo
Brent, usado como referência mundial, subiu fortemente após o início do
conflito envolvendo o Irã.
O governo também anunciou novas regras de
fiscalização para garantir que o benefício tributário chegue ao consumidor
final. As empresas terão que detalhar os descontos nas notas fiscais, e a ANP
informou que poderá aplicar sanções em casos de descumprimento.

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