Podem pesquisar na internet. O governo Lula (ainda
na época de Fernando Taxad. Quer dizer, Haddad) estimava arrecadar R$ 700
milhões com a chamada "taxa das blusinhas". Parecia pouco. Era
"conservador", segundo a própria Receita Federal.
Pois bem: o imposto rendeu R$ 8,2 bilhões desde
agosto de 2024 — um valor quase 12 vezes maior do que a projeção original.
Durante quase dois anos, cada brasileiro que comprou
uma camiseta na Shein, um fone na Shopee ou uma capinha no AliExpress pagou 20%
de imposto federal sobre compras de até US$ 50 — isso sem contar os 17% de ICMS
estadual que já vinham embutidos. Na prática, o consumidor mais humilde —
aquele que buscava preço baixo justamente porque não consegue comprar no varejo
nacional — foi o mais penalizado. E o governo? Encheu os cofres.
R$ 8,2 bilhões não é troco. É mais do que o
orçamento anual de diversos ministérios. É dinheiro que saiu diretamente do
bolso de milhões de consumidores que foram tratados como fonte fácil de receita
enquanto o discurso oficial vendia a narrativa de "equilíbrio fiscal"
e "proteção à indústria nacional".
E o mais revelador: na noite desta terça-feira
(13/05), o próprio presidente Lula revogou a cobrança por decreto. Sem
cerimônia, sem mea-culpa, sem explicação sobre para onde foram os bilhões
arrecadados. O mesmo governo que criou o imposto agora o enterra —
convenientemente em ano pré-eleitoral, quando cada ponto de aprovação popular
vale ouro.
A pergunta que fica é incômoda, mas necessária: se a
taxa era tão ruim a ponto de ser revogada, por que foi mantida por quase dois
anos? A resposta parece óbvia — enquanto o dinheiro entrava, ninguém no
Planalto tinha pressa em acabar com ela.
O consumidor brasileiro foi usado como caixa
eletrônico. Pagou calado. E agora deve agradecer pela "bondade" de
terem parado de cobrar.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros
Nenhum comentário:
Postar um comentário