sábado, 30 de maio de 2026

A diplomacia do desespero: Lula vai "ligar para Trump"

 


Depois de passar dias chamando Donald Trump de tudo nos palanques, o governo Lula descobriu que bravata não paga conta. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o presidente pretende telefonar ao americano para tentar reverter a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. É o roteiro previsível de quem grita para a plateia interna, mas se acovarda diante da realidade.

O constrangimento é evidente. O mesmo Planalto que chamou a medida de "interferência" agora corre atrás do telefone, repetindo a fórmula adotada no tarifaço do ano passado. A diplomacia do berro deu lugar à diplomacia do pedido de socorro.

O Brasil refém da própria omissão

O ponto que ninguém no governo quer admitir é por que o Brasil chegou aqui. Foram anos de complacência com o avanço das facções, de discurso de "coitadismo" do crime e de desidratação das forças de segurança. Quando um país estrangeiro precisa apontar o óbvio — que PCC e CV são organizações terroristas —, o atestado de falência da política de segurança nacional já foi passado.

Lula pode até reverter a medida na base do telefonema. O que ele não reverte é a percepção de que governa um país onde o crime organizado opera com liberdade. E essa fatura, diferentemente da ligação, não tem desconto.

 

 

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