Relator dos inquéritos do
caso Master e das fraudes do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro
André Mendonça afirmou nesta segunda-feira (6/4) que busca imparcialidade e que
não se deve “privilegiar amigos e perseguir inimigos”.
Sem mencionar diretamente
os casos, Mendonça discursou em cerimônia em sua homenagem, na Assembleia
Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento contou com as presenças do governador
Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital, Ricardo Nunes
(MDB), e do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no STF.
Em um discurso de mais de
20 minutos, o ministro do STF ainda deu recados ao Poder Judiciário, que vive
uma crise de credibilidade, ao afirmar que juízes precisam ter uma “prudência
maior” em suas relações, na comparação com políticos, sob o risco de gerar
“falta de compreensão sobre sua conduta”.
“Imparcialidade é você
olhar para as pessoas de modo igualitário. É considerar os interesses
envolvidos de torma equânime. E não privilegiar amigos, e não perseguir
inimigos. Esse é um compromisso que eu faço. Eu vejo a imprensa falar:
‘porque ali tem uma proximidade
religiosa, tem uma proximidade histórica, porque ali não agiu corretamente com
ele em determinado momento, ele vai beneficiar A e vai prejudicar B. Eu não
tenho esse direito. A missão que me foi investida não me dá esse direito”,
afirmou Mendonça.
A declaração ocorre no
momento em que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, seus colegas de
Corte, estão na berlinda por conta das relações com o banqueiro Daniel Vorcaro,
ex-dono do Banco Master.

Nenhum comentário:
Postar um comentário