Os produtos que fazem parte da cesta básica e apresentam
uma grande relevância no consumo das famílias, como tomate, cebola e leite,
ficaram mais caros e foram os grandes ‘vilões’ da alta da inflação no mês
março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) teve em março alta de 0,88%. O resultado mensal, mais alto desde
fevereiro de 2025, veio acima de todas as estimativas do mercado, reforçando a
percepção de que a inflação voltou a ganhar tração, especialmente em itens
sensíveis como alimentos.
Em março, o grupo alimentação subiu 1,56%, com
impacto de 0,33 p.p. no índice do mês. Entre os itens, os que tiveram altas
relevantes foram o leite longa vida (11,74%), a batata-doce (13,41%), o feijão
carioca (15,40%), a cebola (17,25%), o tomate (20,31%), a abobrinha (23,56%) e
a cenoura (28,08%).
Os demais vilões do orçamento das famílias no mês
foram do grupo de Transportes, com alta de 1,64%, impulsionada pela alta nos
combustíveis (4,47%). A gasolina subiu 4,59%, sendo o principal impacto
individual (0,23 p.p.). Também se destacou o óleo diesel, que teve alta de
13,90%.
Segundo o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves,
se descartado o resultado dos combustíveis o IPCA seria de 0,68%. Sem gasolina o
índice ficaria em 0,64%.
“À medida que a guerra [no Oriente Médio] afeta a
distribuição global de combustíveis é possível que isso impacte o IPCA com
menor oferta e preço maior [nos próximos meses]”, completou Gonçalves.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em
1,92%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,14% até março, ante taxa de
3,81% até fevereiro.
Terra

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