quarta-feira, 29 de abril de 2026

Rogério Marinho expõe histórico de perseguição da AGU e diz que Messias "não vai melhorar o clima do Judiciário"

 


O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, fez uma ofensiva contra Jorge Messias na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (29). O parlamentar expôs uma lista de atos da AGU, sob o comando de Messias, contra adversários políticos do presidente Lula. Assista ao trecho: 


Marinho listou ações, processos e pedidos de investigação conduzidos pela Advocacia-Geral da União contra opositores do governo. Entre os alvos citados pelo senador está a rádio Jovem Pan, que foi alvo de uma iniciativa da AGU com o objetivo de cassar a concessão da emissora por conta de críticas políticas ao governo.

Na véspera da sabatina, em entrevista ao programa "Direto ao Ponto", da Jovem Pan, Marinho já havia antecipado sua posição. "Ele sabe a nossa posição, não temos condições de votar nele. Ele não vai contribuir para melhorar o clima que o País se encontra", declarou o senador.

Marinho argumentou que a indicação de Messias recai sobre "um nome diretamente vinculado a um projeto de poder e associado a iniciativas que tensionaram garantias fundamentais, especialmente a liberdade de expressão". Em nota publicada no início de abril, o senador já havia classificado a sabatina como um teste para o "compromisso das instituições com a democracia".

O líder da oposição também pré-coordena a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. Ele disse que o país precisa de "uma mudança da forma como o Judiciário se encontra" e que Messias "não vai ajudar para melhorar esse clima".

Sob o comando de Messias, a AGU intensificou o envio de notificações extrajudiciais a plataformas de redes sociais por meio da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), apelidada por críticos de "Ministério da Verdade". As notificações são enviadas sem ordem judicial prévia e pressionam plataformas a remover conteúdos críticos ao governo.

O caso mais recente envolveu publicações contrárias ao PL da Misoginia. Jornalistas e cidadãos comuns receberam avisos de que havia solicitação da AGU para remover ou rotular seus conteúdos como desinformação.

A votação no plenário do Senado é secreta e Messias precisa de no mínimo 41 votos para ser confirmado na vaga do STF.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros


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