As duas refinarias responsáveis pelo abastecimento
de combustíveis no Rio Grande do Norte anunciaram novos reajustes de preços
nesta quinta-feira (30/04), com vigência imediata. A Brava Energia, operadora
da Refinaria Clara Camarão, em Guamaré (RN), e a Acelen, que controla a
Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde (BA), elevaram os preços na
saída de seus polos produtivos para gasolina e diesel — produtos que
representam a maior parcela do consumo de combustíveis no Estado.
O reajuste mais expressivo é o da gasolina. A Acelen
elevou o preço do produto puro em R$ 0,3933 por litro, enquanto a Brava
praticou alta de R$ 0,2501 por litro. Considerada a mistura obrigatória de 70%
de gasolina A na composição da gasolina C vendida nos postos, o impacto no
produto final fica entre R$ 0,1751 e R$ 0,2753 por litro, a depender da
refinaria que abasteceu o posto.
Para o diesel S-500 — principal combustível do
transporte rodoviário de cargas e da frota leve a diesel —, a Brava aplicou
alta de R$ 0,3196 por litro, repassada integralmente ao produto misturado. A
Acelen manteve o diesel S-10 inalterado nesta rodada. O diesel marítimo subiu
nas duas refinarias: R$ 0,3196/litro na Brava e R$ 0,3148/litro na Acelen. O
GLP registrou comportamento oposto: a Acelen reduziu o preço em R$ 0,0031 por
litro, enquanto a Brava manteve o valor sem alteração.
Impacto estimado nas bombas
Os preços aos consumidores ainda não incorporam os reajustes desta data. A
última coleta da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis), referente à semana de 19 a 25 de abril, registrou gasolina
comum a R$ 6,59 por litro em Natal e diesel S-10 a R$ 7,18 por litro.
O repasse aos postos ocorre de forma gradual, à medida
que os estabelecimentos recebem novos carregamentos com os custos atualizados.
O intervalo habitual é de 24 a 72 horas, podendo se estender em postos com
estoques mais folgados.
Os reajustes desta quinta-feira não são os primeiros
do mês. Desde o início de abril, os preços na saída de refinaria já acumulavam
pressão de alta, reflexo da manutenção do barril Brent acima de US$ 100,
sustentado por tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. As refinarias
privadas — diferentemente da Petrobras, que opera com defasagem negativa
estimada em –R$ 1,47 por litro na gasolina e –R$ 1,73 por litro no diesel S-10
frente ao mercado internacional (boletim Nortear Energy, 23/04/2026) — repassam
as variações do mercado externo com maior velocidade e fidelidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário