O governo do presidente Lula (PT) liberou cerca de
R$ 270 milhões em emendas parlamentares na véspera da sabatina do
advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado Federal. A movimentação
ocorreu em meio a uma articulação política intensa para garantir apoio à
indicação ao STF, envolvendo aliados, ministérios e a base governista, conforme
o Poder360.
De acordo com dados do portal Siga Brasil, a
liberação elevou o total de emendas empenhadas no ano para cerca de R$ 13
bilhões, com forte concentração entre partidos da base aliada e do Centrão. Os
valores são atualizados diariamente e mostram um aumento expressivo nas semanas
que antecederam a sabatina.
O ritmo de liberações já vinha em alta desde 9 de
abril, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou a
data da sabatina
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Até aquele momento, o
volume acumulado era de R$ 2,7 bilhões, segundo os mesmos dados oficiais.
A estratégia política envolveu também articulação
direta dentro do Senado. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães
(PT), afirmou que o governo trabalhava com estimativa de mais de 41 votos
favoráveis para a aprovação de Messias. O líder do governo no Congresso,
senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), chegou a projetar entre 45 e 46 votos.
No entanto, o resultado final foi diferente do
esperado. A indicação
de Jorge Messias acabou rejeitada no plenário do Senado por 42
votos contrários e 34 favoráveis, após ter sido aprovada anteriormente na CCJ.
A movimentação incluiu mudanças na composição da comissão e reforço de aliados
estratégicos na votação.

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