Os Correios registraram prejuízo líquido
de R$ 8,5 bilhões em 2025, alta de 226,9% em relação a 2024, quando o resultado
negativo foi de R$ 2,6 bilhões. O valor mais que triplicou em um ano e é o maior
da série histórica desde o Plano Real.
A receita bruta da estatal somou R$ 17,3 bilhões em
2025, queda de 11,35% na comparação anual. Segundo a empresa, o desempenho foi
impactado pela concorrência no setor de e-commerce e pelo aumento de custos
operacionais.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon,
afirmou que o cenário ainda é desafiador e que a melhora dos números leva
tempo. Ele destacou dificuldades no fluxo de caixa, que tem provocado atraso no
pagamento a fornecedores.
A estatal informou que o prejuízo também foi
influenciado pelo reconhecimento de R$ 2,63 bilhões em precatórios e
contingências judiciais. O patrimônio líquido encerrou 2025 em R$ 13,1 bilhões
negativos.
Nos primeiros 100 dias do plano de reestruturação,
os Correios apontaram redução de 32% nos custos variáveis com empregados. O
Programa de Desligamento Voluntário (PDV) teve 3.748 adesões e deve gerar
economia na folha.
A empresa também registrou queda de 43% no volume de
encomendas em atraso e afirma melhora nos indicadores de satisfação dos
clientes.
O plano de recuperação, anunciado no fim de 2025,
prevê economia anual de R$ 7,4 bilhões, com cortes de pessoal, fechamento de
unidades e aumento de receitas.

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