Os pescadores do litoral Norte
do Rio Grande do Norte estão cobrando o pagamento do seguro defeso e
as dificuldades para obtenção de licenças. Segundo os trabalhadores, o
benefício federal, que garante renda durante o período em que a pesca da
lagosta fica proibida, não foi pago ao longo dos últimos seis meses.
De acordo com representantes da categoria, o período
de defeso já está próximo do fim. No entanto, muitos pescadores afirmam que
enfrentaram quase seis meses sem o auxílio necessário para garantir a
subsistência. Além disso, eles relatam que o valor pago, quando disponível,
corresponde a apenas um salário mínimo, o que consideram insuficiente para
cobrir todas as despesas.
Enquanto isso, outra preocupação envolve as
exigências para regularização das embarcações. Segundo Juscelino, representante
dos pescadores da comunidade de Pitangui, há cobranças para adaptação dos
barcos, incluindo instalação de pia de inox e banheiro. No entanto, ele destaca
que muitos trabalhadores não possuem condições financeiras para realizar essas
mudanças estruturais.
Como forma de pressionar por respostas, um novo
protesto está marcado para esta quarta-feira (22), em frente ao prédio do Ministério
do Trabalho e Emprego. A expectativa é de que pescadores de diferentes
localidades participem do ato.

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