A seis meses das eleições presidenciais, o governo
Lula intensificou um conjunto de medidas com impacto direto no bolso da
população. O pacote inclui a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$
5 mil, os programas Gás do Povo e Luz do Povo, e a liberação de até R$ 7
bilhões do FGTS para trabalhadores endividados. Somadas, as iniciativas devem
injetar dezenas de bilhões de reais na economia ao longo de 2026.
Economistas ouvidos pela BBC e pelo G1 alertam, no
entanto, que o estímulo ao consumo em um cenário de inflação já pressionada
pela guerra no Oriente Médio pode dificultar — e até impedir — a redução da
taxa Selic pelo Banco Central. Analistas do Valor Econômico classificaram as
medidas de crédito como "um tiro no pé", argumentando que elas apenas
prolongam o ciclo de juros elevados e endividamento.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD)
engrossou as críticas. Em entrevista ao UOL, acusou Lula de agir "como se
fosse a oposição", criticando decisões do próprio governo sem assumir
responsabilidade. Caiado apontou o descontrole dos gastos públicos, o
crescimento das emendas parlamentares e a perda de prestígio internacional do
Brasil como marcas da gestão petista. O Planalto, por sua vez, sustenta que as
medidas são necessárias para proteger os mais vulneráveis diante da crise
internacional.

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