O senador Rogério Marinho voltou a criticar a condução da
política econômica do governo federal e defendeu que o comando de uma área
estratégica como a economia deve ser ocupado por um perfil técnico, com
responsabilidade fiscal e foco no crescimento sustentável.
Durante declaração, o
parlamentar afirmou que não pretende antecipar nomes, mas deixou claro o tipo
de gestor que considera ideal. “Certamente é alguém que entenda que a economia
não é um campo de experimentação, de métodos ultrapassados e bizarros, como os
economistas ligados ao PT têm tentado implementar no nosso país”, disse.
O senador também fez
críticas diretas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando aumento da dívida
pública e alertando para o que classificou como “armadilha econômica”. Segundo
ele, ao final do atual governo, o Brasil deverá registrar crescimento de mais
de 12 pontos percentuais da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Marinho reconheceu que
alguns indicadores podem parecer positivos à primeira vista, como o crescimento
econômico e o desempenho do mercado de trabalho, mas afirmou que há sinais de
fragilidade. “Há uma desaceleração na contratação do ponto de vista da
formalização do emprego e dificuldade de se buscar mão de obra qualificada no
país”, destacou.
Outro ponto levantado pelo
senador foi o impacto dos programas sociais. Para ele, embora sejam
necessários, não podem se tornar permanentes. “Os programas sociais são
importantes, mas não podem ser um fim em si mesmos. Precisamos criar
alternativas para que as pessoas busquem autonomia”, pontuou.
Ao final, Rogério Marinho
defendeu um ambiente econômico mais favorável ao investimento produtivo no
Brasil. “Precisamos de um país onde quem empreende, quem investe, entenda que é
mais saudável aplicar recursos no médio e longo prazo, e não apenas na
especulação financeira”, concluiu, ao criticar o que chamou de contradição nos
governos do PT em relação ao sistema financeiro.

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