sábado, 4 de abril de 2026

Métodos ultrapassados: Rogério Marinho critica condução da economia e defende perfil técnico para comando da área:

 


O senador Rogério Marinho voltou a criticar a condução da política econômica do governo federal e defendeu que o comando de uma área estratégica como a economia deve ser ocupado por um perfil técnico, com responsabilidade fiscal e foco no crescimento sustentável.

Durante declaração, o parlamentar afirmou que não pretende antecipar nomes, mas deixou claro o tipo de gestor que considera ideal. “Certamente é alguém que entenda que a economia não é um campo de experimentação, de métodos ultrapassados e bizarros, como os economistas ligados ao PT têm tentado implementar no nosso país”, disse.

O senador também fez críticas diretas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando aumento da dívida pública e alertando para o que classificou como “armadilha econômica”. Segundo ele, ao final do atual governo, o Brasil deverá registrar crescimento de mais de 12 pontos percentuais da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Marinho reconheceu que alguns indicadores podem parecer positivos à primeira vista, como o crescimento econômico e o desempenho do mercado de trabalho, mas afirmou que há sinais de fragilidade. “Há uma desaceleração na contratação do ponto de vista da formalização do emprego e dificuldade de se buscar mão de obra qualificada no país”, destacou.

Outro ponto levantado pelo senador foi o impacto dos programas sociais. Para ele, embora sejam necessários, não podem se tornar permanentes. “Os programas sociais são importantes, mas não podem ser um fim em si mesmos. Precisamos criar alternativas para que as pessoas busquem autonomia”, pontuou.

Ao final, Rogério Marinho defendeu um ambiente econômico mais favorável ao investimento produtivo no Brasil. “Precisamos de um país onde quem empreende, quem investe, entenda que é mais saudável aplicar recursos no médio e longo prazo, e não apenas na especulação financeira”, concluiu, ao criticar o que chamou de contradição nos governos do PT em relação ao sistema financeiro.

 

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