Preso desde setembro de 2025 na Operação Sem
Desconto, o empresário Maurício Camisotti firmou um acordo de delação premiada
com a Polícia Federal e admitiu a existência de fraudes relacionadas a
descontos em aposentadorias do INSS, segundo informações do Estadão. O caso
envolve suspeitas de um esquema que teria causado prejuízos bilionários a
aposentados e pensionistas em todo o país.
De acordo com a Polícia Federal, Camisotti é apontado
como um dos investigados por atuar em associações de aposentados que firmavam
convênios para realizar descontos diretamente nas folhas de pagamento do INSS.
Na delação, ele detalhou a dinâmica dessas operações, que estão sob apuração
dentro da mesma investigação.
A PF já colheu os depoimentos do empresário e
encaminhou o acordo ao STF, onde o ministro André Mendonça analisa os termos
para decidir sobre a homologação da delação. A expectativa, segundo pessoas
ligadas ao caso, é de que o colaborador possa ter benefícios legais após a
validação do acordo.
Além do acordo de Camisotti, outros investigados
também negociam delações com a Polícia Federal. Entre eles, segundo a
investigação, estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de
Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios do órgão André Fidélis, ambos
presos no âmbito da operação. As tratativas seguem em diferentes estágios.
Segundo fontes ligadas ao caso, os depoimentos de
Camisotti também mencionam possíveis irregularidades envolvendo dirigentes do
INSS. O conteúdo permanece sob sigilo e pode embasar novas fases da Operação
Sem Desconto. Não há confirmação de participação de figuras políticas ou de
outros nomes citados em especulações externas dentro deste acordo, que segue em
análise pelas autoridades.

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