sexta-feira, 10 de abril de 2026

Delação de Camisotti acende alerta em Brasília e pode respingar no entorno de Lula

 


O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025 por envolvimento no esquema bilionário de fraudes no INSS, assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A confirmação veio nesta quarta-feira (9) e já provocou uma onda de tensão em Brasília, especialmente entre aliados do governo.

O motivo do nervosismo tem nome: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em depoimentos anteriores e nas apurações da CPMI do INSS, o filho do presidente Lula já havia sido citado como possível sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como um dos líderes do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr., chegou a afirmar publicamente que delações já apontavam o envolvimento de Lulinha. O senador Sérgio Moro foi além e classificou o filho do presidente como "personagem central" das fraudes. A base governista, por sua vez, tem atuado para barrar requerimentos que ampliem a investigação nessa direção.

A delação de Camisotti foi negociada pelos advogados Átila Machado e Celso Vilardi, nomes com histórico em grandes colaborações da Lava-Jato. O material já foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do STF, responsável pela homologação. A expectativa é de que Camisotti obtenha prisão domiciliar em troca das informações.

Ainda não se sabe o conteúdo completo da delação, mas o cenário preocupa o Palácio do Planalto. Se as revelações confirmarem ligações entre o esquema do INSS e o entorno familiar do presidente, o PT pode enfrentar um desgaste político severo a poucos meses das eleições de 2026. A CPMI já aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, o que deve manter o tema no centro do noticiário nas próximas semanas.

A fraude no INSS, que lesou milhões de aposentados e pensionistas em todo o país, já é considerada um dos maiores escândalos do governo Lula. A delação de Camisotti pode ser o fio que puxa o novelo para mais perto do Planalto.

Com informações da Folha de S.Paulo, O Globo e R7.

 

 

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