O vice-presidente e presidente em exercício, Geraldo
Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira (16) a manutenção da chamada “taxa
das blusinhas”, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. A
posição ocorre em meio a uma divergência interna no governo Lula sobre a
continuidade da cobrança, que expõe um racha dentro da própria equipe federal.
Alckmin argumentou que a medida é necessária para
equilibrar a concorrência entre produtos importados e a indústria nacional.
Segundo ele, mesmo com a taxação, a carga tributária sobre os produtos
estrangeiros ainda seria inferior à aplicada ao setor produtivo brasileiro, o
que justificaria a manutenção do imposto, conforme informações da CNN.
A defesa do vice-presidente contrasta com a posição
de integrantes da própria equipe ministerial.
O novo ministro de Relações Institucionais, José
Guimarães, afirmou que a medida gerou “desgaste” político para o governo e
sinalizou que a revogação pode ser considerada, caso haja reavaliação interna
da política.
Guimarães também declarou que, em sua avaliação
pessoal, não teria apoiado a aprovação do imposto, reforçando o desconforto
dentro da base governista em relação ao tema.
A divergência expõe um racha público dentro do
governo federal em torno de uma medida sensível ao consumo popular e à imagem
política do Palácio do Planalto.

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