Integrantes do governo do presidente Lula (PT)
reagiram com forte tensão à derrota
do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, no Senado Federal,
nesta quarta-feira (29). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a
avaliação interna é de surpresa com o resultado
e de agravamento da relação política com o comando da Casa.
De acordo com ministros e assessores próximos ao
governo, o resultado da votação não era esperado pelo núcleo político do
Planalto, que considerava o cenário mais favorável para o indicado.
Conforme a coluna Milena Teixeira, do Metrópoles,
a articulação no Senado teria contado com movimentações de parlamentares
do Centrão, o que teria influenciado o resultado final da votação. Não há
confirmação pública das acusações feitas nos bastidores.
Diante do resultado, interlocutores afirmam que a
relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entrou em um
novo nível de desgaste político, com avaliação de que o canal de diálogo ficou
mais restrito.
Em meio à crise, um ministro resumiu o clima interno
do governo com a expressão: “agora é guerra”, indicando endurecimento no
posicionamento político do Planalto após a derrota no Senado. Segundo relatos,
o governo também passou a monitorar articulações políticas feitas durante o
processo de votação.

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