A confirmação da morte do líder supremo do Irã, Ali
Khamenei, provocou reações imediatas em diferentes partes do mundo — e uma das
cenas mais simbólicas foi registrada em Golders Green, tradicional bairro judeu
de Londres.
Na noite de 28 de fevereiro de 2026, judeus e
iranianos que se identificam como persas ocuparam as ruas da região para
celebrar juntos a notícia. Vídeos que circulam nas redes mostram abraços, danças
e bandeiras de Israel tremulando ao lado da antiga bandeira iraniana
pré-Revolução Islâmica de 1979 — símbolo associado ao período anterior ao
regime teocrático.
Os manifestantes entoavam palavras de ordem contra o
regime iraniano e faziam referências à histórica convivência entre povos persas
e judeus, destacando laços culturais que remontam a milênios. Muitos celebravam
o que consideram o fim de uma era marcada por repressão política e restrições
às liberdades individuais no Irã.
A morte de Khamenei ocorreu após uma ofensiva
militar atribuída a uma ação conjunta entre Israel e Estados Unidos,
segundo anúncios oficiais. A notícia gerou diferentes reações globais — de
tensão diplomática a manifestações públicas como a vista em Londres.
Para integrantes da diáspora iraniana, especialmente
opositores do regime, a cena foi tratada como um momento histórico. Já líderes
comunitários pediram cautela diante da instabilidade que pode se seguir no
Oriente Médio. Ainda assim, as imagens de Golders Green simbolizaram, para
muitos, uma rara demonstração pública de união entre comunidades historicamente
ligadas, mas separadas por décadas de conflitos políticos.

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