quarta-feira, 25 de março de 2026

TANGARAENSE - ANGÚSTIA E INCERTEZA EM TANGARÁ: Aposentados do TANGARAPREV não sabem se terão pagamento.

 


Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira (25), presidida pela senhora Maria José Custódio, a gravidade da situação do TANGARAPREV foi formalmente exposta. O encontro decisivo contou com a presença de Luiz Barbalho, Conselheiro e Chefe de Gabinete da Prefeitura, além de toda a gerência da previdência municipal e integrantes dos conselhos Deliberativo e Fiscal. Os números apresentados durante a sessão desenham um cenário crítico: enquanto o custo total da folha de pagamento atual é de R$ 788.382,92, o saldo disponível hoje em caixa para este fim é de apenas R$ 592.204,54. Isso resulta em um déficit imediato de R$ 188.382,92, montante que falta para que o instituto consiga honrar os compromissos e realizar o pagamento de todos os segurados da previdência municipal neste mês.

O Correio do Trairi, apurou com exclusividade que o instituto perdeu completamente a previsibilidade de receita. É um navio à deriva, prestes a naufragar carregando consigo o sustento de centenas de famílias.

De quem é a culpa? Não procurem na Gerência ou nos Conselhos

É preciso deixar claro, em letras garrafais, para que a população não seja enganada: A CULPA NÃO É DO GERENTE DE PREVIDÊNCIA, NEM DO CONSELHO FISCAL E MUITO MENOS DO CONSELHO DELIBERATIVO.

Esses órgãos e seus membros são vítimas tanto quanto os aposentados. Eles foram atropelados, ignorados e desrespeitados. A culpa tem nome e sobrenome: A culpa é do Prefeito Augusto Alves.

A Traição do Réveillon: O Atropelo Democrático

O desastre que vivemos hoje foi plantado no dia 31 de dezembro de 2025. Enquanto as famílias tangaraenses se preparavam para celebrar a chegada do Ano Novo, o Prefeito Augusto Alves, num ato de total desrespeito e falta de diálogo, encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei 042/2025, dispondo sobre a Revisão Atuarial das contribuições.

Sem passar pelo crivo do Conselho Deliberativo da Previdência – que deveria, por lei, analisar o impacto – e em regime de urgência urgentíssima, a lei foi aprovada pela maioria absoluta dos vereadores, que parecem ter esquecido quem os elegeu. 

É imperativo que o povo de Tangará guarde estes nomes:

  • Alcimar Germano
  • Andrier Félix
  • Ludwig
  • Paulo Anderson
  • Brenno Carvalho
  • Aninha Vianna

Esses parlamentares deram o aval para um estudo feito às pressas, de forma açodada, pela empresa ARIMA.

O Estudo de Ouro que Valeu Bronze (ou menos)

A conta não fecha e o cheiro de queimado é forte. O estudo da ARIMA custou aos cofres públicos a bagatela de 90 MIL REAIS. Especialistas consultados pelo Correio do Trairi afirmam que, a valor de mercado, um estudo desse porte e qualidade não deveria passar dos dez mil reais. Por que pagaram tão caro por algo que quebrou a previdência em dois meses?

O Veneno na Lei: O Saque Mensal de R$ 120 Mil

A principal mudança aprovada na “Lei da Traição” foi a diminuição drástica da alíquota suplementar patronal. A Prefeitura, que deveria proteger o instituto, reduziu sua contribuição de 18,47% para pífios 7,41%.

Na prática, isso significa que R$ 120 MIL REAIS DEIXAM DE ENTRAR NOS COFRES DO TANGARAPREV TODOS OS MESES.

O estudo que deveria dar previsibilidade foi um fiasco retumbante. Não previu o óbvio: os gastos com o funcionalismo que já estava prestes a se aposentar. Foi um plano “pleno” em papel, mas “não eficaz” na realidade. Nos dois primeiros meses de vigência, a conta já não fechou e faltou dinheiro para honrar a folha.

O Impasse de Hoje: O Dia da Vergonha

Hoje, 25 de março de 2026, o impasse é real e cruel. Os aposentados estão em pânico. FALTAM EXATOS R$ 188 MIL REAIS PARA COMPLETAR A FOLHA DE PAGAMENTO DESTE MÊS.

Perguntamos: Que estudo foi esse da ARIMA que só melhorou a situação financeira da Prefeitura, aliviando o caixa do prefeito Augusto Alves, e não previu o aumento de despesas da previdência? Por que não previram a falta de recursos cedo?

A Solução e o Passado Sombrio do Prefeito

A solução imediata é simples e está nas mãos de uma única pessoa. O prefeito Augusto Alves PODE fazer o aporte financeiro quando quiser para salvar a previdência. Mas será que ele quer?

Afinal, a situação catastrófica do TANGARAPREV foi agravada por ele mesmo. Logo quando assumiu, Augusto Alves deixou de repassar os descontos previdenciários do Patronal. Isso gerou um “buraco”, uma dívida de 7 MILHÕES DE REAIS SOMENTE DELE.

Hoje, essa dívida foi parcelada junto com a dívida do do prefeito antecessor, em “suaves parcelas”. Porém, esse parcelamento ainda depende da autorização da Secretaria Nacional da Previdência para entrar em vigor. Se estivesse valendo, o valor da parcela ajudaria na receita mensal para pagar a folha.

TCE Proíbe, Prefeito Omite e o Aposentado Paga a Conta

Até que Brasília autorize o parcelamento, o TANGARAPREV está em déficit amargando o resultado do estudo mal feito da ARIMA. E para piorar, por determinação expressa do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o instituto NÃO PODE MEXER NA APLICAÇÃO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTO para cobrir rombo de folha de pagamento.

Ou seja, se o dinheiro não entrar, o aposentado não recebe. E a culpa, TCE, é exclusivamente do Prefeito Augusto Alves.

O Último Prego no Caixão: O 13º no Aniversário

Como se não bastasse todo esse caos, há mais um agravante técnico que o estudo da ARIMA ignorou, mas que o prefeito impôs. Augusto Alves determinou que, na data de aniversário de cada funcionário, ele receberá 40% do Décimo Terceiro Salário.

Isso não consta no cálculo atuarial! Significa que, a partir de agora, SEMPRE VAI FALTAR DINHEIRO MÊS A MÊS. E o pior: no final do ano, a situação se complicará ainda mais para pagar o restante do décimo terceiro de todos de uma vez. É uma bomba relógio com cronômetro acelerado.

Situação Turva e Futuro Sombrio

A situação é desesperadora. O futuro dos aposentados e pensionistas de Tangará é uma nuvem turva de incertezas. Quem dedicou a vida inteira servindo à cidade agora é tratado como lixo descartável por uma gestão que atropela leis, ignora conselhos e governa por decreto e sem diálogo.


 

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