Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira (25), presidida pela
senhora Maria José Custódio, a gravidade da situação do TANGARAPREV foi
formalmente exposta. O encontro decisivo contou com a presença de Luiz
Barbalho, Conselheiro e Chefe de Gabinete da Prefeitura, além de toda a
gerência da previdência municipal e integrantes dos conselhos Deliberativo e
Fiscal. Os números apresentados durante a sessão desenham um cenário crítico:
enquanto o custo total da folha de pagamento atual é de R$ 788.382,92,
o saldo disponível hoje em caixa para este fim é de apenas R$
592.204,54. Isso resulta em um déficit imediato de R$
188.382,92, montante que falta para que o instituto consiga honrar os
compromissos e realizar o pagamento de todos os segurados da previdência
municipal neste mês.
O Correio do Trairi, apurou com exclusividade que o
instituto perdeu completamente a previsibilidade de receita. É um navio à
deriva, prestes a naufragar carregando consigo o sustento de centenas de
famílias.
De quem é a culpa? Não procurem na
Gerência ou nos Conselhos
É preciso deixar claro, em letras garrafais, para
que a população não seja enganada: A CULPA NÃO É DO GERENTE DE
PREVIDÊNCIA, NEM DO CONSELHO FISCAL E MUITO MENOS DO CONSELHO DELIBERATIVO.
Esses órgãos e seus membros são vítimas tanto quanto
os aposentados. Eles foram atropelados, ignorados e desrespeitados. A culpa tem
nome e sobrenome: A culpa é do Prefeito Augusto Alves.
A Traição do Réveillon: O Atropelo
Democrático
O desastre que vivemos hoje foi plantado no
dia 31 de dezembro de 2025. Enquanto as famílias tangaraenses se
preparavam para celebrar a chegada do Ano Novo, o Prefeito Augusto Alves, num
ato de total desrespeito e falta de diálogo, encaminhou à Câmara Municipal
o Projeto de Lei 042/2025, dispondo sobre a Revisão Atuarial das
contribuições.
Sem passar pelo crivo do Conselho Deliberativo da Previdência – que deveria, por lei, analisar o impacto – e em regime de urgência urgentíssima, a lei foi aprovada pela maioria absoluta dos vereadores, que parecem ter esquecido quem os elegeu.
É imperativo que o
povo de Tangará guarde estes nomes:
- Alcimar
Germano
- Andrier
Félix
- Ludwig
- Paulo
Anderson
- Brenno
Carvalho
- Aninha
Vianna
Esses parlamentares deram o aval para um estudo
feito às pressas, de forma açodada, pela empresa ARIMA.
O Estudo de Ouro que Valeu Bronze (ou menos)
A conta não fecha e o cheiro de queimado é forte. O
estudo da ARIMA custou aos cofres públicos a bagatela de 90 MIL REAIS.
Especialistas consultados pelo Correio do Trairi afirmam que, a valor de
mercado, um estudo desse porte e qualidade não deveria passar dos dez
mil reais. Por que pagaram tão caro por algo que quebrou a previdência em
dois meses?
O Veneno na Lei: O Saque Mensal de R$
120 Mil
A principal mudança aprovada na “Lei da Traição” foi
a diminuição drástica da alíquota suplementar patronal. A Prefeitura, que
deveria proteger o instituto, reduziu sua contribuição de 18,47% para
pífios 7,41%.
Na prática, isso significa que R$ 120 MIL
REAIS DEIXAM DE ENTRAR NOS COFRES DO TANGARAPREV TODOS OS MESES.
O estudo que deveria dar previsibilidade foi um
fiasco retumbante. Não previu o óbvio: os gastos com o funcionalismo que já
estava prestes a se aposentar. Foi um plano “pleno” em papel, mas “não eficaz”
na realidade. Nos dois primeiros meses de vigência, a conta já não fechou e
faltou dinheiro para honrar a folha.
O Impasse de Hoje: O Dia da Vergonha
Hoje, 25 de março de 2026, o impasse é real e cruel.
Os aposentados estão em pânico. FALTAM EXATOS R$ 188 MIL REAIS PARA
COMPLETAR A FOLHA DE PAGAMENTO DESTE MÊS.
Perguntamos: Que estudo foi esse da ARIMA que só
melhorou a situação financeira da Prefeitura, aliviando o caixa do prefeito
Augusto Alves, e não previu o aumento de despesas da previdência? Por que não
previram a falta de recursos cedo?
A Solução e o Passado Sombrio do
Prefeito
A solução imediata é simples e está nas mãos de uma
única pessoa. O prefeito Augusto Alves PODE fazer o aporte
financeiro quando quiser para salvar a previdência. Mas será que ele quer?
Afinal, a situação catastrófica do TANGARAPREV foi
agravada por ele mesmo. Logo quando assumiu, Augusto Alves deixou de repassar
os descontos previdenciários do Patronal. Isso gerou um “buraco”, uma dívida
de 7 MILHÕES DE REAIS SOMENTE DELE.
Hoje, essa dívida foi parcelada junto com a dívida
do do prefeito antecessor, em “suaves parcelas”. Porém, esse parcelamento ainda
depende da autorização da Secretaria Nacional da Previdência para entrar em
vigor. Se estivesse valendo, o valor da parcela ajudaria na receita mensal para
pagar a folha.
TCE Proíbe, Prefeito Omite e o
Aposentado Paga a Conta
Até que Brasília autorize o parcelamento, o
TANGARAPREV está em déficit amargando o resultado do estudo mal feito da ARIMA.
E para piorar, por determinação expressa do Tribunal de Contas do Estado (TCE),
o instituto NÃO PODE MEXER NA APLICAÇÃO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTO para
cobrir rombo de folha de pagamento.
Ou seja, se o dinheiro não entrar, o aposentado não
recebe. E a culpa, TCE, é exclusivamente do Prefeito Augusto Alves.
O Último Prego no Caixão: O 13º no
Aniversário
Como se não bastasse todo esse caos, há mais um
agravante técnico que o estudo da ARIMA ignorou, mas que o prefeito impôs.
Augusto Alves determinou que, na data de aniversário de cada funcionário, ele
receberá 40% do Décimo Terceiro Salário.
Isso não consta no cálculo atuarial! Significa que,
a partir de agora, SEMPRE VAI FALTAR DINHEIRO MÊS A MÊS. E o
pior: no final do ano, a situação se complicará ainda mais para pagar o
restante do décimo terceiro de todos de uma vez. É uma bomba relógio com
cronômetro acelerado.
Situação Turva e Futuro Sombrio
A situação é desesperadora. O futuro dos aposentados
e pensionistas de Tangará é uma nuvem turva de incertezas. Quem dedicou a vida
inteira servindo à cidade agora é tratado como lixo descartável por uma gestão
que atropela leis, ignora conselhos e governa por decreto e sem diálogo.

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