Durante manifestação na Avenida Paulista, em São
Paulo, neste domingo (1º/3), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou pela
primeira vez desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ignorou a
pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O foco foram críticas ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedidos de impeachment de ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF).
Do trio elétrico, Nikolas chamou Lula de “bandido” e
puxou coro contra o presidente. Também defendeu a derrubada do veto ao PL da
Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O deputado atacou ministros do STF, como Dias
Toffoli e Alexandre de Moraes, afirmando que, se um for afastado, “cai todo
mundo”. Disse ainda que o “destino” de Moraes seria a prisão. O tom das
críticas ao Supremo, porém, não foi consenso entre organizadores.
O ato reuniu ainda o presidente do PL, Valdemar
Costa Neto, além de parlamentares como Guilherme Derrite, Sóstenes Cavalcante,
Paulo Bilynskyj, Mário Frias, Rosana Valle, Bia Kicis e Marcos Pollon.
Pré-candidato ao Senado, Derrite comemorou a
inclusão, no PL Antifacção, da proibição de voto para presos provisórios. Já
Mário Frias afirmou ser “radicalmente cristão”, e Rosana Valle elogiou Michelle
Bolsonaro. Na sexta (27/2), Valdemar declarou que a escolha do candidato ao
Senado em São Paulo caberá a Jair Bolsonaro e a Eduardo Bolsonaro.
Os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema
(Novo-MG) também discursaram. Caiado prometeu anistia a Bolsonaro e aos condenados
pelos atos de 2022 caso chegue à Presidência. Zema criticou ministros do STF e
defendeu o fim do que chamou de “farra dos intocáveis”.
Por vídeo, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados
Unidos e é réu no STF por coação, defendeu a candidatura do irmão Flávio à
Presidência.

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