A Controladoria-Geral da União (CGU) deu
continuidade à investigação contra os dois servidores do Banco Central
suspeitos de favorecer o Banco Master e abriu o processo que pode resultar na
expulsão dos funcionários de alta graduação do órgão.
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi
aberto na última sexta-feira e tem prazo de 60 dias para ser concluído.
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram
afastados do BC por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master
no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são suspeitos de atuarem como
“consultores informais” do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, em troca de
vantagens indevidas, segundo investigação da Polícia Federal. Antes, eles já
haviam deixado o cargo devido decisão administrativa do BC no âmbito da
sindicância aberta no órgão.
Os achados da autarquia foram encaminhados à PF, o
que resultou na terceira fase da Operação Compliance Zero. Depois de deflagrada
a operação, o BC também enviou o processo à CGU, responsável por dar
continuidade no âmbito administrativo à investigação sobre os servidores da cúpula
do BC.
Parte das irregularidades de Souza teriam sido
cometidas durante sua gestão como diretor de Fiscalização do órgão (2017 a
2023). Na época que foi afastado, ele era chefe-adjunto do Departamento de
Supervisão Bancária, sendo responsável pelo acompanhamento do Master. Santana
era chefe da área.
Os processos na CGU serão de responsabilidade de
Derlan Araújo, Karin Webster, Guilherme de Sena, todos auditores federais de
finanças e controle, sobre presidência do primeiro.
O Globo

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