O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao centro do debate político
após o comentarista Thomas Traumann afirmar, durante o programa Estúdio
i, da GloboNews, que o enredo pode ser interpretado como propaganda
eleitoral antecipada. A avaliação ocorre em meio a questionamentos judiciais e
críticas da oposição sobre a participação do presidente e da primeira-dama
Janja no Carnaval carioca.
Segundo Traumann, a presença da primeira-dama no
desfile pode mudar o caráter do evento. Para ele, o fato de Janja integrar a
apresentação “deixa de ser apenas uma homenagem assistida pelo governo e passa
a ser participação direta”. O comentarista também citou o cenário no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), destacando que, a partir de junho, a Corte terá nova
presidência e poderia adotar postura mais rigorosa em julgamentos relacionados
ao tema.
Durante a análise, Traumann afirmou que o
samba-enredo e o formato do desfile configurariam promoção política em período
sensível do calendário eleitoral. “Trata-se, sim, de propaganda antecipada”,
disse, avaliando ainda que o evento seria “um desfile de bajulação ao
presidente em ano eleitoral”. Ele acrescentou que eventuais punições poderiam
incluir multa ou perda de tempo de propaganda gratuita, caso o TSE entenda
haver irregularidades.
Apesar das críticas, a Justiça Federal rejeitou
nesta quarta-feira (11) duas ações apresentadas pela senadora Damares Alves
(Republicanos-DF) e pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) contra Lula
e a escola de samba. O desfile segue previsto para acontecer no domingo (15),
mantendo o embate político e jurídico em torno da homenagem ao presidente.

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