A oposição na Câmara quer acelerar a tramitação de
um projeto de lei para derrubar sigilos impostos pelo governo Lula e por
decisões do Judiciário, transformando o tema em nova frente de desgaste político
às vésperas do ciclo eleitoral. Em reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta
(Republicanos-PB), parlamentares pediram prioridade ao texto, que pretende
tornar públicos documentos hoje protegidos, incluindo informações sobre viagens
da primeira-dama Janja e dados financeiros ligados ao Banco Master.
Nos bastidores, a proposta é vista como um
contra-ataque à pauta defendida pelo Planalto, como a redução da jornada de
trabalho e o fim da escala 6×1, que avançou recentemente na Câmara. Aliados do
governo avaliam que a oposição tenta mudar o foco do debate econômico para
temas sensíveis, enquanto críticos acusam o Executivo de usar o sigilo para
evitar desgaste político.
Entre os pontos citados pelos parlamentares estão
registros de agendas, relatórios de visitas a ministérios e documentos
relacionados a investigações em curso, incluindo materiais ligados ao banqueiro
Daniel Vorcaro, que tiveram restrições determinadas pelo Supremo Tribunal
Federal. A oposição também questiona a aplicação de sigilos de até cem anos em
informações da atual gestão, prática que se tornou alvo constante de embates no
Congresso.
A pressão aumentou após decisões do ministro Dias
Toffoli envolvendo dados fiscais do caso Master, ampliando críticas à atuação
do STF. Para deputados oposicionistas, a quebra dos sigilos seria essencial
para “restabelecer transparência”, enquanto governistas argumentam que a medida
tem viés eleitoral e pode expor informações sensíveis sem contexto.
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