Na noite desta segunda-feira (2), a violência voltou
a atingir em cheio a zona rural da Região Metropolitana de Natal. Um policial
rodoviário federal aposentado, Fernando Delfino, foi assassinado a tiros ao
reagir a uma invasão criminosa em sua granja, localizada no distrito de Arenã,
no município de São José de Mipibu.
De acordo com informações apuradas, um grupo formado
por cerca de seis criminosos invadiu a propriedade e rendeu a esposa e a filha
da vítima, mantendo ambas sob ameaça dentro da residência. Em estado de choque,
mãe e filha chegaram a suplicar para que os assaltantes levassem todos os bens
da casa, numa tentativa desesperada de evitar uma tragédia. No entanto, os
criminosos deixaram claro que o verdadeiro objetivo era aguardar a chegada do
policial para tomar sua arma.
Ao retornar para casa e perceber a ação em
andamento, Fernando Delfino tentou reagir. Durante o confronto, ele conseguiu
atingir um dos invasores, mas acabou sendo alvejado por vários disparos
efetuados pelos demais integrantes do bando. O policial não resistiu aos
ferimentos e morreu ainda no local.
O suspeito baleado durante a troca de tiros foi
abandonado pelos comparsas em frente ao hospital de Monte Alegre. Apesar de
receber atendimento médico, ele também não sobreviveu.
A sequência de tiros e a movimentação criminosa
espalharam medo entre os moradores da comunidade, que relataram momentos de
pânico ao ouvirem os disparos durante a noite. Segundo relatos, os assaltos a
propriedades rurais têm se tornado cada vez mais frequentes na região,
aproveitando-se do isolamento e da pouca presença policial.
Forças de segurança, incluindo Polícia Militar,
Polícia Civil e a própria PRF, realizaram buscas intensas na área para tentar
localizar os demais envolvidos, que fugiram após o crime. Até o fechamento
desta matéria, ninguém havia sido preso.
O caso expõe novamente a dura realidade enfrentada
por famílias que vivem no campo e reacende o alerta sobre a escalada da
violência em áreas rurais do Rio Grande do Norte, onde o medo tem avançado mais
rápido que a proteção do Estado.


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