A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
foi a primeira instituição do país a conquistar a autorização da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para cultivo controlado e
processamento da planta cannabis para fins de pesquisa científica. O
laboratório do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN) conduz os projetos de pesquisa
para avaliação da eficácia e da segurança de combinações da substância.
Atualmente, o ICe-UFRN tem mudas plantadas, com
séries diferentes de fitocanabinoides. O professor do ICe- UFRN, Claudio
Queiroz, explicou que as plantas passam por diversas etapas durante o cultivo,
que começa com a plantação, a realização de podas para clonagem do vegetal, a
floração e, por fim, a extração dos fitocanabinoides, que serão analisados em
pesquisas científicas, nos campos da epilepsia, zumbidos, autismo, sono e
dor.
Para o reitor Daniel Diniz, o início do cultivo
controlado da cannabis simboliza um progresso na história da produção de
conhecimento científico do país sobre o tema. “Após passarmos por um rigoroso
processo junto à Anvisa, ver o início do cultivo da cannabis acontecendo no
Instituto do Cérebro representa um passo importante para o avanço da pesquisa
desenvolvida na UFRN e um marco histórico para a ciência brasileira”, considera
o gestor.
Histórico
Em 2020, a UFRN iniciou o processo para liberação,
junto à Anvisa, do cultivo controlado e processamento da planta cannabis para
pesquisa científica. Do ponto de vista prático, o órgão de vigilância sanitária
autorizou a UFRN a importar, armazenar e germinar sementes da planta cannabis,
bem como cultivá-la, por meio de sistema controlado, na modalidade indoor
(ambiente fechado).
O ICe-UFRN conduz projetos de pesquisa pré-clínica
para avaliação da eficácia e segurança de combinações de fitocanabinóides, no manejo
de sinais e sintomas associados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Além dor reitor, a visita também contou com as
participações da pró-reitora de Pesquisa (Propesq-UFRN), Silvana Zucolotto, e
do diretor da Agência de Inovação (Agir-UFRN), Jefferson Oliveira, e a chefe de
Gabinete da Reitoria, Magda Pinheiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário