O TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) apresentou na semana passada um conjunto de orientações para
juízes que atuarão nas eleições de 2026.
As diretrizes foram detalhadas pela presidente da
Corte, ministra Cármen Lúcia, durante reunião com presidentes dos TREs
(Tribunais Regionais Eleitorais).
O objetivo é reforçar ética, imparcialidade e
transparência no período eleitoral. As medidas também buscam padronizar a
conduta de quem atua na organização do pleito e no julgamento de ações.
Veja as 10 recomendações do TSE
1.
Dar publicidade às audiências com
advogados, candidatos e partidos, com divulgação prévia das agendas, dentro ou
fora do tribunal.
2.
Manter postura comedida em manifestações
públicas ou privadas sobre temas ligados às eleições.
3.
Evitar participação em eventos com
candidatos ou pessoas ligadas à campanha durante o ano eleitoral.
4.
Não se manifestar sobre preferências
políticas, inclusive em redes sociais.
5.
Não receber presentes ou favores que
possam levantar dúvidas sobre imparcialidade.
6.
Não fazer sinalizações favoráveis ou
contrárias a candidatos, partidos ou ideologias.
7.
Afastar-se de processos envolvendo
escritórios de advocacia com vínculo do magistrado.
8.
Não assumir atividades fora da função
judicial que prejudiquem o trabalho na Justiça Eleitoral.
9.
Garantir que apenas autoridade
competente divulgue decisões e atos administrativos.
10.
Reforçar a transparência, assegurando ao
eleitor acesso a informações claras e baseadas em fatos.
O que muda na prática
As recomendações tratam de temas sensíveis, como
participação em eventos, uso de redes sociais, contato com candidatos e
divulgação de decisões.
Para o presidente do TRE de Goiás, desembargador
Luiz Cláudio Veiga Braga, houve alerta claro sobre comportamento.
“Houve pertinentes recomendações sobre a conduta dos
magistrados, acautelando comportamentos que possam traduzir em arranhamento da isenção
que deve orientar a atuação das autoridades da Justiça Eleitoral”, afirmou.
A presidente do TRE do Rio Grande do Norte,
desembargadora Lourdes de Azevêdo, reforçou o compromisso com neutralidade.
“Nosso compromisso é com a transparência absoluta de
todo o processo eleitoral, e, para garantir a segurança jurídica do pleito,
nossos magistrados estarão atentos a manter uma postura de imparcialidade e
isenção”, afirmou.
Ao encerrar a reunião, Cármen Lúcia ressaltou
a importância de uniformizar condutas em todo o país, fortalecendo a
credibilidade da Justiça Eleitoral no ano do pleito.
Nos estados, os presidentes dos TREs informaram que
vão repassar integralmente as orientações a juízes e membros das cortes
regionais, com foco na organização segura e transparente das eleições de 2026.
R7

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