terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Tomba diz que oposição defende nome técnico para eventual mandato tampão no RN

 


O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Tomba Farias (PL), afirmou que as articulações políticas em torno de uma possível eleição indireta para o Governo do Estado dependem, sobretudo, da decisão da governadora Fátima Bezerra sobre deixar ou não o cargo para disputar o Senado em 2026 e da posição do vice-governador Walter Alves quanto a assumir o Executivo estadual.

Segundo Tomba, o cenário ainda é indefinido e concentra o debate político no estado. “Tudo vai girar em torno dessa posição. Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição indireta. Se ela sair e o vice assumir, também está extinto esse processo. Agora, se ela sair e o vice não assumir, aí sim haverá uma eleição indireta”, explicou.

O deputado ressaltou que, nesse último cenário, o presidente do Tribunal de Justiça deverá assumir o governo de forma interina por até 30 dias, até que a Assembleia Legislativa realize a eleição indireta. “Isso é um dos fatores que está mexendo muito com o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Para a oposição, caso o mandato-tampão se concretize, o perfil defendido não é político, mas técnico. “Tem que ser uma pessoa de consenso, um técnico, alguém que arrume a casa, que tenha responsabilidade de botar as coisas em dia no estado”, disse. Segundo Tomba, um gestor político teria dificuldade de adotar medidas mais duras em um período pré-eleitoral. “A política não funciona por aí. O técnico toma medidas amargas, ajusta o estado e entrega um cenário mais claro para quem for eleito depois”, argumentou.

Questionado sobre a possibilidade de o PL indicar um nome para essa eventual eleição, Tomba afirmou que o partido já discutiu o tema internamente, mas sem definição. “Pensamos em nomes, mas a unanimidade é que seja alguém de credibilidade e sem compromisso eleitoral”, afirmou.

O parlamentar também descartou o nome do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias como opção da oposição.

“Álvaro Dias não passou pela cabeça da gente”, disse, acrescentando que o perfil desejado seria semelhante ao de dirigentes de entidades como a Fiern ou o Sebrae, com experiência administrativa e técnica.

Ao comentar a defesa do governo pelo nome de Cadu Xavier para o mandato tampão, Tomba fez ressalvas. “Quando o governo fala em Cadu, na verdade, eu acho que não seria uma boa continuidade das coisas”, afirmou, ponderando que o tema ainda será debatido à medida que o cenário político se definir.

Apesar das críticas, o líder da oposição disse que a Assembleia está aberta ao diálogo. “A gente está pronto para conversar e, se isso vier a acontecer, vamos buscar uma pessoa que pondere as coisas e tenha compromisso com o Rio Grande do Norte”, concluiu.

 

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