O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma os trabalhos
nesta segunda-feira (2) com uma série de processos de forte impacto político no
radar. Um dos principais focos é o caso envolvendo o Banco Master, que ainda
concentra investigações pendentes, quebras de sigilo e questionamentos sobre
decisões tomadas durante o recesso, especialmente aquelas relacionadas ao
ministro Dias Toffoli.
Conforme apurou a CNN, o presidente da Corte,
ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões
adotadas no caso após o retorno das atividades. Em nota, Fachin afirmou que não
se furtará a conduzir ou validar eventuais revisões, desde que feitas pelos
meios regimentais, afastando qualquer influência de pressão política,
manifestações populares ou críticas da imprensa.
Outro tema de destaque é o julgamento do assassinato
da vereadora Marielle Franco. A expectativa é que, já em fevereiro, o STF leve
a julgamento o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e outros réus acusados de
participação no crime. Além disso, a Corte deve avançar em processos que
investigam o desvio de recursos por meio de emendas parlamentares, envolvendo
deputados do PL, com julgamento previsto para março.
O STF também deve enfrentar debates relevantes no
plenário, como os limites do foro privilegiado e a chamada “uberização”, que
discute o vínculo empregatício entre trabalhadores de aplicativos e plataformas
digitais. No campo penal, seguem no radar ações envolvendo Eduardo Bolsonaro e
a possível conclusão do inquérito que apura o ex-presidente Jair Bolsonaro no
caso das joias sauditas, o que pode resultar em nova denúncia a ser analisada
pela Corte.
Com informações da CNN

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