Uma auditoria interna levantou suspeitas de desvios
de até R$ 100 milhões nas obras e na gestão do resort Tayayá Porto Rico, no
Paraná. A acusação foi feita por um dos sócios do empreendimento e envolve
empresas ligadas aos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli. O resort nega
irregularidades e classifica a denúncia como “inverídica” e “caluniosa”.
O empreendimento, às margens do Rio Paraná, já
vendeu cerca de R$ 220 milhões em cotas de imóveis e teve como sócios empresas
do apresentador Ratinho e dos irmãos do ministro: José Carlos Dias Toffoli e
José Eugênio Dias Toffoli. A participação dessas empresas ocorreu entre 2021 e
2025.
Segundo o empresário João Roberto Viotto, dono de
18% da empresa e ex-presidente do resort, os supostos desvios começaram em
junho de 2023 e envolvem gastos sem comprovação, contratos com empreiteiras e
serviços terceirizados. A auditoria aponta R$ 100 milhões sem documentação e um
rombo adicional de R$ 7,6 milhões ao comparar movimentações financeiras e saldo
bancário.
Viotto chegou a pedir à Justiça acesso a dados do
Banco Central, Receita Federal e Coaf, mas desistiu da ação dias depois. Ele
afirma que pretende levar as provas à Polícia Federal, sob suspeita de crimes
contra a ordem tributária e o sistema financeiro.
O resort afirma que as acusações são uma tentativa
de retomada do controle da empresa por Viotto, que teria sido afastado por
condutas suspeitas e prejuízos à companhia. O atual presidente do Tayayá Porto
Rico é o empresário Patrick Ferro, que não se manifestou.
Procurados, os irmãos Toffoli e o ministro Dias
Toffoli não responderam. Ratinho também não comentou.
O Tayayá Porto Rico é um empreendimento privado, sem
recursos públicos, em construção na região de Porto Rico, na divisa entre
Paraná e Mato Grosso do Sul, com previsão de 240 apartamentos e 300 casas.

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