A CPMI do INSS foi esvaziada de informações consideradas
centrais para a investigação ao ter ignorado, pela Advocacia do Senado, um
pedido formal para acessar dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro, dono
do Banco Master. Com isso, as informações seguem sob controle exclusivo do
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem qualquer compartilhamento
com o colegiado.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.
Na prática, Alcolumbre mantém em mãos a quebra dos sigilos telemáticos de
Vorcaro enviados pela Meta, que incluem registros de contatos e grupos no
WhatsApp, além de dados bancários e financeiros. Conforme já revelado, os
documentos apontam movimentações expressivas, com faturas de cartão de crédito
que chegam a R$ 2,4 milhões mensais.
A concentração do material ocorreu após decisão do
ministro Dias Toffoli, do STF, em 12 de dezembro, que determinou o envio de
todos os dados sigilosos de Vorcaro ao gabinete da presidência do Senado. Desde
então, a CPMI perdeu acesso às informações, apesar de ter solicitado
formalmente à Advocacia do Senado que peticionasse ao Supremo para reverter a
medida — o que nunca foi feito.
A CPMI havia aprovado a quebra dos sigilos bancário,
fiscal e telemático de Vorcaro por conta da relação do Banco Master com o INSS,
no âmbito da oferta de crédito consignado a aposentados. Diante do impasse, o
presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que
solicitou audiência com Dias Toffoli para tratar da devolução do material,
enquanto cresce a insatisfação entre parlamentares com o esvaziamento da
investigação.
Com informações do Metrópoles

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