Um esquema de consignado jamais visto do Brasil;
salário de R$ 1 milhão a um "ministro medíocre"; reuniões fora da
agenda com o presidente da República. A relação entre o Banco Master e o PT
está clara, pelo menos, na visão do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da
oposição no Congresso, e que nesta semana voltou a cobrar uma CPMI para
investigar o caso.
Em entrevista a própria TV Senado, Rogério Marinho
afirmou que a “gênese” do Banco Master teria começado na Bahia e relacionou a
origem do modelo de negócios do banco a decisões tomadas quando o ministro Rui
Costa (Casa Civil) era governador do estado. No relato, Marinho disse que o
caso é “complexo” e que há uma história “que precisa ser contada à sociedade
brasileira”, defendendo que um grupo de trabalho e futuras apurações detalhem a
evolução do banco e suas conexões políticas.
Segundo o senador, o ponto de partida foi a venda de
uma estatal baiana voltada a cestas básicas para funcionários, em uma operação
que ele estimou em R$ 15 milhões, para um sócio que ele identifica como Augusto
Lima. Marinho afirmou que, “ato contínuo”, o mesmo empresário teria vendido 50%
do negócio por R$ 30 milhões, mantendo parte do controle, e disse que o governo
baiano teria transformado a operação em “mina de ouro” ao migrar o foco de alimentos
para crédito consignado, com expansão do acesso aos servidores.
Na sequência, Marinho sustentou que o modelo se
espalhou pelo país e teria servido de base para a formação do Banco Master. Ele
também alegou que, “a pedido do PT da Bahia”, o banco teria contratado o
ex-ministro Guido Mantega por R$ 1 milhão por mês, e que um ex-ministro do STF
teria recebido consultoria de R$ 350 mil mensais, citando esses valores como
indícios de uma relação “promíscua” entre o PT e o banco, nas palavras do
senador.
O parlamentar ainda disse ter havido uma reunião
“fora de agenda” envolvendo o presidente Lula, o então diretor de Política
Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro Rui Costa, o
empresário Daniel Vorcaro e Mantega, apontando o encontro como elemento que, na
visão dele, precisa ser esclarecido. Marinho afirmou que o presidente teria
“memória seletiva” ao dizer que “nunca antes” um banco foi liquidado ou
investigado e defendeu que o Parlamento leve “luz” ao caso.
Ao ampliar o ataque político, Marinho classificou
como “redundância” falar de corrupção e PT e citou episódios como mensalão,
petrolão e Greenfield, além de voltar a criticar a narrativa, que atribuiu ao
partido, sobre desvios no INSS. Para o senador, o PT estaria tentando “desviar
a atenção do que está por vir”, e ele defendeu que investigações avancem para
esclarecer vínculos e responsabilidades.

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