Dias Toffoli tem 58 anos e, pela regra, teria mais
16 de Supremo pela frente. Mas o que se desenha não é uma trajetória de força,
e sim uma agonia pública.
Atropelado por denúncias que o ligam ao Banco
Master, o ministro saiu da relatoria “fraquinho, fraquinho”. E na política,
quem enfraquece assim raramente recupera o brilho.
O melhor para Toffoli — e para o Supremo — seria
antecipar a aposentadoria. Não é pré-julgamento, é realismo.
No Congresso, o Centrão e a extrema-direita se
movimentam. Não por amor ao ministro, mas por pavor da Polícia Federal.
Até Flávio Bolsonaro mantém um silêncio obsequioso.
Toffoli pode tentar se segurar na cadeira, mas a história ensina que, quando a
toga se emporcalha, a saída mais digna é a antecipada.
Ricardo Noblat - Metrópoles

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