Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal
Federal, anulou e remeteu ao arquivo a investigação sobre o juiz José Antonio
Dias Toffoli. A informação é da coluna
de José Casado, da revista Veja.
O presidente do STF era relator da ação de Arguição
de Suspeição de Toffoli no caso Master — o processo “AS 244”, classificado como
“sigiloso”. A decisão é definitiva, sem possibilidade de recurso, e foi tomada
neste sábado (21/2).
Toffoli renunciou à relatoria do caso Master sob
pressão das indicações feitas pela Polícia Federal, diretamente a Fachin, a
respeito de negócios com o grupo privado, que é responsável por fraude
bilionária no sistema financeiro.
Ao anular e arquivar a investigação contra Toffoli,
o presidente do tribunal cumpriu um acordo interno, feito em reunião na véspera
do Carnaval.
Por unanimidade, confirmada em nota pública, os
juízes do STF resolveram recusar a “arguição de suspeição”, apresentada a
Fachin pela Polícia Federal, ao mesmo tempo em que julgaram a “plena validade
dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” na relatoria do caso Master.
Entre as múltiplas consequências, duas se destacam.
Uma delas é que, na prática, os dez juízes passam a compartilhar a
responsabilidade pela investigação sobre a fraude bilionária que só foi
possível com a rede de apoio político construída pelos empresários do grupo Master
no governo, no Congresso e no Judiciário. Outra é a permanência de Toffoli no
caso. Ele foi deposto da relatoria, sob suspeita de conflito de interesses, mas
segue com direito a voto no processo.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/fachin-anula-investigacao-da-policia-federal-sobre-toffoli-e-grupo-master/

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