Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam
que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco
Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta
no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o
impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de
Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles.
Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do
inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo
relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita.
A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do
Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com
influência no Congresso.
A expectativa no PT é que o andamento das
investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de
relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado
sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de
irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.
Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu
gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para
discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar
procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações,
que seguem sob sigilo.

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