O PSB decidiu entrar em campo para defender a
permanência de Geraldo Alckmin como vice-presidente em uma eventual candidatura
à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação ocorre após o
próprio presidente admitir, pela primeira vez, que pode alterar a composição da
chapa para fortalecer o palanque em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
A informação é do jornal O Globo.
Nos bastidores, aliados de Alckmin afirmam que o vice não pretende disputar
cargos eletivos em São Paulo caso deixe a vice-presidência. A avaliação dentro
do PSB é de que sua manutenção no posto é estratégica tanto para o equilíbrio
político do governo quanto para o futuro da sigla, que vê na função um espaço
importante de influência nacional.
A discussão ganhou força após Lula citar
publicamente nomes como Fernando Haddad e Simone Tebet como possíveis
candidatos em São Paulo. No PT, há pressão para que o partido tenha um nome
competitivo no estado, mesmo diante do favoritismo do governador Tarcísio de
Freitas (Republicanos) nas projeções iniciais.
Apesar das especulações, aliados próximos ao presidente
acreditam que uma mudança na vice só ocorreria caso novas alianças nacionais,
como MDB ou PSD, entrem oficialmente no projeto. Até lá, o PSB promete defender
diretamente junto a Lula a continuidade da parceria firmada em 2022,
considerada por dirigentes como um “pacto político” que ajudou a garantir a
vitória eleitoral.

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