O empresário Fábio Luís Lula da Silva,
conhecido como Lulinha, passou a figurar no centro de uma ofensiva simultânea
envolvendo a Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF)
e a CPMI do INSS. O avanço das apurações ocorre após o surgimento de indícios
que o ligariam ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias. A comissão
parlamentar aprovou a quebra de sigilo do empresário, enquanto decisão do
Supremo já havia autorizado medida semelhante no âmbito da investigação
conduzida pela PF.
O nome de Lulinha entrou no radar das autoridades
por supostos vínculos com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca
do INSS”. Investigadores apuram se ele teria atuado como sócio oculto do
lobista. A PF aponta que mensagens interceptadas mencionam o “filho do rapaz”
como destinatário de valores, o que embasou o pedido de acesso a dados
bancários e fiscais.
No STF, o ministro André Mendonça autorizou
a quebra de sigilo antes mesmo da deliberação da CPMI. Segundo a corporação, há
suspeitas de repasses mensais que poderiam chegar a R$ 300 mil, intermediados
por terceiros. A hipótese investigada é que os pagamentos teriam como
finalidade facilitar acesso a ambientes e contatos em Brasília — o que é negado
pela defesa.
A sessão da CPMI que aprovou os requerimentos foi
marcada por tumulto e acusações de irregularidade na condução da votação.
Parlamentares governistas contestam o resultado anunciado pelo presidente do
colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto a oposição sustenta que
o procedimento seguiu o rito regimental. O colegiado também requisitou ao Coaf
relatório de inteligência financeira sobre o empresário.
Em manifestação ao STF, a defesa de Lulinha afirmou
que ele não cometeu irregularidades e se colocou à disposição para prestar
esclarecimentos. O advogado declarou que a quebra de sigilo demonstrará a
inexistência de envolvimento no esquema. O caso amplia a pressão política sobre
o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio às
investigações sobre o INSS.
Com informações da CNN

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