O ministro André Mendonça, do Supremo
Tribunal Federal, vai esperar a entrega de um relatório da Polícia Federal antes
de definir os próximos passos do inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão
ocorre logo após o magistrado assumir a relatoria do caso, que antes estava sob
responsabilidade do ministro Dias Toffoli, em meio à crise provocada pelas
menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do empresário
Daniel Vorcaro.
Um dia depois de ser sorteado relator, Mendonça
participou de uma reunião com delegados da PF para alinhar procedimentos e
entender o estágio atual das investigações. O encontro, que durou cerca de duas
horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe
policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter
técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova
condução.
Interlocutores do ministro afirmam que a postura
adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar
com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões
precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF,
Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira
instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de
autoridades com foro privilegiado.
Nos bastidores da Corte, ministros avaliam que a
chegada de Mendonça pode ajudar a reduzir a turbulência institucional provocada
pela troca de relatoria. O novo relator é visto como mais focado nos aspectos
processuais e menos propenso a movimentos que ampliem o desgaste público. O
caso, no entanto, segue sensível dentro do tribunal, sobretudo após o vazamento
de detalhes da reunião que selou a saída de Toffoli do comando do inquérito.
Com informações do O Globo

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