O presidente Lula (PT) determinou que ministros e
auxiliares não participem do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que
levará à Sapucaí um enredo em sua homenagem neste domingo (15). A orientação
foi repassada após discussões internas no Palácio do Planalto e busca evitar
novos questionamentos políticos, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) rejeitar ações que apontavam propaganda antecipada.
Pelo direcionamento do governo, integrantes da
gestão não poderão vincular agendas oficiais ao Carnaval do Rio e, caso queiram
assistir ao desfile, deverão arcar com custos próprios. A exceção será a
primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, que participará do último
carro alegórico. A avaliação interna é que a presença maciça de autoridades
poderia ampliar críticas e gerar desgaste em pleno cenário eleitoral.
A decisão ocorre apesar do aval do TSE, cuja
relatora, Estela Aranha, considerou que barrar previamente a apresentação seria
censura a manifestações artísticas. Mesmo assim, aliados defendem cautela e o
PT deve orientar também parlamentares a evitarem exposição política direta na
avenida, deixando a ala formada majoritariamente por familiares e apoiadores
próximos do presidente.
Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança:
Lula, o operário do Brasil”, a escola estreante do Grupo Especial aposta na
trajetória do petista, que soma seis décadas de vida pública. Nos bastidores,
aliados admitem preocupação com possíveis vaias e com a repercussão do desfile,
visto por parte do governo como um risco desnecessário em meio à disputa
política nacional.
Com informações da Folha de S.Paulo

Nenhum comentário:
Postar um comentário