Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria
deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso
Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi
interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do
desgaste institucional provocado pela investigação.
A fala gerou reação de críticos do governo, que
passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário.
Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal
Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes
entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não
confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.
Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o
objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master
ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral.
A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda
do governo e gerar ruídos na articulação política.
Enquanto isso, o caso segue em análise no Supremo
após a saída de Toffoli da relatoria, agora sob responsabilidade do
ministro André Mendonça. O episódio reacendeu o debate sobre a relação
entre os Poderes e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte em
temas de grande repercussão nacional.
Com informações do Diário do Poder

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