A decisão do ministro Alexandre de Moraes de
determinar investigação sobre o vazamento de dados fiscais de integrantes
do Supremo Tribunal Federal agravou o clima interno na Corte, que já
vinha desgastado nas últimas semanas em meio às disputas relacionadas ao Caso
Master.
A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Nos bastidores, ministros que costumam divergir de Moraes criticaram a medida,
avaliando que a solicitação feita à Receita Federal deveria partir
exclusivamente do presidente do STF, Edson Fachin. Para esses magistrados,
a decisão teria sido tomada sem comunicação prévia aos demais colegas,
aumentando a sensação de desconforto dentro do tribunal.
Outro ponto que gerou reação foi o fato de a
diligência ter sido determinada no âmbito do inquérito das fake news, que corre
sob sigilo. Segundo relatos reservados, alguns ministros consideram inadequado
o uso desse procedimento para apurar o caso e classificam a iniciativa como
excessiva, num momento de forte tensão institucional.
Por outro lado, aliados de Moraes defendem a medida
e afirmam que não há irregularidade na decisão. Eles lembram que a investigação
sobre servidores da Receita suspeitos de acessar dados sigilosos teria sido
solicitada pela Procuradoria-Geral da República, e que o objetivo é identificar
responsáveis por ataques e vazamentos envolvendo membros da Corte.
O episódio, porém, amplia a divisão interna no STF e
reforça o cenário de desgaste entre ministros, em um momento em que a
instituição enfrenta pressão externa e debates intensos sobre sua atuação em
casos de grande repercussão política.

Nenhum comentário:
Postar um comentário