Empresas vinculadas a sete ministros do governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somam cerca de R$ 79 milhões em
dívidas com o próprio governo federal, segundo levantamento com dados da
Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Os débitos
incluem tributos, contribuições previdenciárias, multas trabalhistas e
pendências relacionadas ao FGTS.
A informação é do colunista Tácio Lorran,
do Metrópoles. O maior volume está ligado ao ministro das
Cidades, Jader Barbalho Filho, cujas empresas familiares concentram
aproximadamente R$ 76,6 milhões — quase a totalidade do valor apontado. Na
sequência aparecem negócios associados aos ministros Sílvio Costa Filho (Portos
e Aeroportos), Gustavo Feliciano (Turismo), Renan Filho (Transportes), Wolney
Queiroz (Previdência Social), Marina Silva (Meio Ambiente) e Frederico de
Siqueira Filho (Comunicações), com débitos menores e em diferentes estágios de
contestação ou negociação.
Segundo as pastas consultadas, parte das dívidas está
sendo renegociada ou questionada judicialmente. Há casos em que os ministros
afirmam não ter função administrativa nas empresas ou dizem ter tomado
conhecimento recente das pendências, adotando medidas para regularização. A
ministra Marina Silva, por exemplo, informou já ter quitado um débito
previdenciário pessoal após ser notificada.
Especialistas apontam que a inscrição em dívida
ativa não significa necessariamente irregularidade definitiva, já que os
valores podem estar parcelados ou em disputa judicial. Ainda assim, o tema gera
desgaste político por envolver integrantes do alto escalão do governo em
pendências financeiras com a própria União.

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